Cobrar taxa da maquininha do cliente é legal? Essa é uma prática comum, mas que exige uma série de cuidados para quem é MEI.

Antes de implementar essa medida no seu negócio, você precisa avaliar se os custos de vendas com cartões estão afetando suas finanças e como seus clientes reagiriam aos preços diferentes em função do meio de pagamento.

Afinal, não adianta aumentar seu lucro repassando custos se isso afetar o desempenho das suas vendas.

Se você ficou em dúvida se cobrar taxa de maquininha do cliente é legal, continue a leitura para entender como isso deve ser feito e qual a melhor escolha para o seu negócio.

Confira os tópicos e boa leitura!

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Vem descobrir se cobrar taxa de maquininha do cliente é legal! Boa leitura.

Pode cobrar taxa da maquininha do cliente: certo ou errado?

Quando o assunto é esse há uma dúvida comum: posso cobrar taxa para cartão de crédito?

Se você está pensando em cobrar taxa da maquininha do cliente, saiba que não há nada de ilegal nisso, mas nem sempre é uma boa decisão.

Por um lado, parece uma prática justa, uma vez que o empresário precisa pagar uma taxa mais alta em operações de crédito e parceladas, além de levar mais tempo para receber o dinheiro da venda.

Logo, repassar o percentual cobrado pela administradora da maquininha é uma solução lógica para não ter seu lucro diminuído.

No entanto, há um ponto importante para considerar antes de adotar esse padrão no seu negócio: muitos clientes podem ficar insatisfeitos com a cobrança diferenciada de acordo com a forma de pagamento.

Então, cabe a você analisar se vale a pena cobrar a taxa da maquininha para preservar sua margem de lucro ou se isso pode prejudicar seu relacionamento com os consumidores e, consequentemente, o desempenho das vendas.

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O que diz a lei: cobrar taxa de maquininha do cliente é legal?

Você sabe se cobrar taxa de maquininha é legal? Pode cobrar taxa no cartão de débito? E no de crédito?

Estabelecimentos podem cobrar taxa de cartão! Essa prática é regularizada pela Lei nº 13.455, de 26 de junho de 2017.

O texto deixa claro que é permitida a diferenciação de preços de bens e serviços oferecidos ao público em função do prazo ou do instrumento de pagamento utilizado.

Isso deixa claro que o empresário pode repassar os custos da maquininha em vendas pagas com cartão de débito e crédito.

A regra também se aplica às compras parceladas no cartão de crédito, que têm uma taxa diferenciada, e a outras formas de pagamento em prestações, como o crediário.

Ou seja, é perfeitamente legal cobrar taxas dos seus clientes em vendas a prazo e pagas com cartões.

Porém, a lei também tem uma condição: o empresário precisa informar, em local e formato visíveis ao consumidor, quais são os descontos oferecidos em função do prazo ou meio de pagamento utilizado.

Então, fique ciente de que, se você decidir cobrar a taxa da maquininha do cliente, deverá ser transparente em relação a essa prática.

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O que avaliar para cobrar ou não a taxa do cliente?

Se você pretende cobrar taxa da maquininha do cliente, precisa analisar dois aspectos principais:

  • Se as taxas das vendas com cartões de crédito e débito estão afetando negativamente a lucratividade do seu negócio
  • O quanto a cobrança de taxas de maquininha impactaria na satisfação do cliente.

Se você sente uma diferença considerável na margem de lucro devido a essas taxas, ou se elas estão atrapalhando seu fluxo de caixa devido ao prazo de recebimento longo, pode ser uma decisão importante fazer o repasse do custo.

Mas também é fundamental avaliar se essa cobrança não vai afetar significativamente a satisfação dos clientes e diminuir suas vendas.

Em alguns tipos de negócio, os consumidores estão mais habituados aos preços que variam em função da forma de pagamento, como nas grandes lojas varejistas.

Entretanto, como estamos falando de um pequeno negócio, é preciso avaliar com cuidado o impacto dessa decisão na clientela.

Se você constatar que não será um grande problema cobrar valores diferentes para compras a prazo e em cartões, aí vale a pena instituir a cobrança da taxa de maquininha, desde que de forma transparente.

Vamos ver isso mais a fundo no próximo tópico.

Agora, se você achar que essa medida pode afastar clientes e levá-los para a concorrência, é melhor buscar outras estratégias para manter sua margem de lucro, como reduzir custos e melhorar sua gestão financeira.

Quando cobrar taxa de cartão do cliente?

Resumidamente, estas são as situações em que vale a pena cobrar taxa da maquininha do cliente:

  • Quando as taxas reduzem significativamente sua margem de lucro no fim do mês e prejudicam sua saúde financeira
  • Quando os recebimentos com prazos mais longos instituídos pelas maquininhas prejudicam o controle financeiro do seu MEI e começam a gerar atrasos em contas
  • Quando a maioria dos seus clientes pagam com cartão de débito e crédito, e o índice de parcelamentos é grande, aumentando seus custos com as tarifas da maquininha
  • Quando os consumidores já estão habituados com a variação de preços de acordo com a forma de pagamento escolhida no seu segmento
  • Quando você tem um índice de satisfação alto e um bom relacionamento com o cliente, de modo que essa cobrança não afetaria o ritmo das vendas e a fidelização.

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Como cobrar taxa da maquininha do cliente

Se você decidiu cobrar a taxa da maquininha do cliente, precisa implementar essa prática com cuidado no seu negócio.

Veja algumas dicas para adotar a medida do jeito certo:

Confira as taxas antes de repassar

Para repassar o custo das transações na maquininha para seus clientes, você precisa saber exatamente qual o percentual cobrado pela administradora em cada tipo de operação.

Afinal, você não deve simplesmente atribuir uma porcentagem qualquer ou aproximada ao preço de venda — é preciso ser justo nesse repasse.

Geralmente, as administradoras cobram a menor taxa para o débito à vista, que garante o recebimento em cerca de 1 dia útil.

Já o crédito à vista sai um pouco mais caro e o recebimento dos valores pode levar cerca de 30 dias.

Por fim, a taxa mais cara é aquela cobrada no crédito parcelado, que aumenta conforme o número de parcelas — o prazo de recebimento depende do contrato feito com a maquininha, podendo ser imediato ou no esquema mês a mês.

Na maquininha MEI Fácil por Neon, por exemplo, você tem uma taxa no débito à vista de apenas 0,99%, além de tarifas que começam em 3,11% para crédito à vista e 3,90% para o parcelado.

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Decida como será feito o repasse

Existem várias formas de repassar o custo da maquininha para os seus clientes.

Se você tem um estabelecimento presencial, pode anunciar descontos no débito à vista, dinheiro ou Pix, calculando o percentual economizado quando os clientes não optam pelo crédito ou parcelamento.

Como a taxa do débito é a menor no geral, vale a pena focar em direcionar os pagamentos para esse meio.

Agora, se você tem um e-commerce, por exemplo, fica mais fácil configurar os valores de acordo com o meio de pagamento escolhido pelo cliente.

Isso porque os próprios sistemas de pagamento das lojas virtuais já oferecem opções de adicionar juros em função do método utilizado e do número de parcelas.

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Comunique seus clientes

Como vimos, a lei deixa claro que você deve anunciar e deixar visível a informação de que sua empresa cobra a taxa de maquininha dos clientes.

Obviamente, você não precisa dizer que está cobrando a tarifa da máquina de cartão: basta informar que o cliente tem desconto em algumas formas de pagamento à vista.

Essa informação é suficiente para deduzir que alguns meios de pagamento são mais baratos devido ao menor custo para o lojista.

Então, assim que implementar essa cobrança na sua empresa, providencie a comunicação necessária para que seus clientes entendam que o preço varia conforme a maneira de pagar pela compra.

Em uma loja física, você pode fazer um banner ou deixar essa condição anunciada em um display no seu balcão.

Já na loja virtual, a informação pode estar na descrição de produtos, em banners ou mesmo no momento do checkout do cliente.

O importante é que o consumidor saiba de antemão que você cobra valores diferentes em função da forma de pagamento e do prazo que ele escolhe.

E então, decidiu se vale a pena cobrar a taxa de maquinha dos seus clientes?

Se você ainda não se formalizou, abra seu MEI e comece a lucrar com seu próprio negócio.

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